Home Todos Comportamento Reprogramação mental, afinal, o que é, e para que serve?

Toda a nossa vida é regida pelos nossos pensamentos. Por mais perturbador ou incômodo que isso possa parecer, é uma verdade, a qual podemos tomar como um recurso em nosso favor. Ou não.

Em primeiro lugar, tudo aquilo que ouvimos repetidamente na infância terá um impacto fundamental em nossa vida adulta. Se sempre ouvi dizer, por exemplo, que dinheiro é algo difícil de se ter, esta será a provável realidade que terei em minha vida, pois também terei a tendência em acreditar nisto. Se por vezes escutei que todos os homens não prestam ou que mulheres são inúteis, tenderei a ver os homens como imprestáveis, bem como terei minha autoestima abalada, se sou mulher. Querendo ou não, acreditamos, conscientes ou inconscientes, naquilo que ouvimos a maior parta da vida. Velhas crenças só mudam a partir do despertar da consciência, do momento em que se decide, verdadeiramente, em que se acreditar. E uma das melhores crenças que se pode ter na vida, é de que somos responsáveis pelo que acreditamos.

Posso decidir ser uma pessoa otimista ao invés de pessimista. Posso escolher ver as pessoas de uma maneira positiva ao invés de negativa, bem como entender a facilidade que o dinheiro e o sucesso entram em minha vida, seja profissional ou pessoal. Tudo depende, em primeiro lugar, do que eu penso, e de como eu me sinto em relação ao meu pensamento.

De que forma o que eu penso afeta a minha realidade?

Se eu acredito, que um homem considerado ruim pelas pessoas tem algo de bom dentro dele, e o trato com gentileza, tenho uma grande chance de provocar neste homem uma reação positiva. E vice-versa. Da mesma maneira, se trato mal alguém que é considerado bom por todos, também posso provocar uma ação negativa desta pessoa. O que eu penso e a minha atitude pode mudar uma realidade.

Recentemente ouvi de uma pessoa, que muitas pessoas se interessavam por ela, mesmo quando supostamente esta pessoa não queria ser vista desta forma. Porém, esta mesma pessoa agia de maneira a fazer com que outras pessoas se interessassem por ela. Se o indivíduo acredita em algo que ainda não aconteceu, inconscientemente irá agir para que aquilo ocorra. E quando prestamos atenção, podemos perceber o quanto agimos em função daquilo que acreditamos, seja de maneira consciente ou inconsciente.

Se por anos vivi de maneira solitária, tendo a acreditar que não preciso de companhia. Ainda que me sinta só, não ajo buscando uma pessoa. Mas se conscientemente, ainda assim, há um desejo de ter alguém, posso decidir mudar a forma como meus pensamentos fluem durante o meu dia, todos os dias. Me permito imaginar alguém no meu dia-a-dia, na minha casa, no meu carro, ao meu lado passeando na rua. Repito esses pensamentos por algum tempo, e fatalmente alguém irá surgir, preenchendo aquele espaço.

A reprogramação mental depende fundamentalmente de si mesmo, do querer mudar algo em que se acredita, focar em pensamentos novos, que levem a uma nova crença. Este processo não se dá da noite para o dia. Geralmente é necessário um tempo, para que se perceba uma mudança e em seguida os resultados na prática.

Ninguém se torna um atleta focado, de um dia para o outro, bem como um ex fumante não larga o vício de uma hora para outra. É preciso persistência mental para uma mudança na prática. Primeiro eu imagino, sinto e em seguida o pensamento se materializa.

Com este conhecimento, muitas pessoas têm tido a oportunidade de rever seus conceitos sobre otimismo, pessimismo, nível de consciência, espiritualidade e evolução. Vivemos uma era, em que a informação se tornou acessível e o interesse humano sobre o que proporciona felicidade abriu seus horizontes.

Somos o que acreditamos ser. Construímos o que somos a partir do que pensamos. E também vivenciamos todas as consequências disso, basta que se abra a consciência para tal compreensão.

Uma vez lá, não há retorno.

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará a seu tamanho original” (Frase atribuída a Albert Einstein e Oliver Wendell Holmes).

 

 

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