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A distração, na verdade, é o seu Inconsciente falando por você!
Há mais de um século, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, começou suas experiências ao longo da formação das teorias da Psicanálise começando pelo uso da hipnose. Com o passar do tempo, ele chegou a conclusão, de que 4 são as formas que o Inconsciente fala ao indivíduo:
- livre associação de ideias (sua conversa com o psicanalista),
- atos falhos (supostas distrações),
- chistes (piadas) e
- sonhos
Para quem ainda não compreende a diferença entre Mente Consciente e Inconsciente, vale a informação de que a primeira equivale a apenas 5% de nossas decisões, enquanto 95% advêm de nosso Inconsciente, a mente que carrega nossas memórias ancestrais e desde o momento de nossa concepção, até a infância, bem como os traumas, eventos varridos para debaixo do tapete.
O problema varrido para debaixo do tapete
Sabe aquele momento, que você fez de conta que nunca existiu, para esquecer de vez? Pois é! Ele não deixa de existir, fica latente lá no seu inconsciente, esperando para sair de outra forma depois: através de um Burnout, depressão, surto psicótico ou algum desequilíbrio do tipo.
A grande questão da Psicanálise é o autoconhecimento e através dele a cura e transformação de quem somos. Podemos afirmar não saber de onde viemos e nem para onde vamos, mas sabemos que entre uma coisa e outra, o grande propósito do ser humano é se transformar como ser. Na melhora de valores, força, caráter e maturidade, trabalhando na lapidação de si mesmo.
Para muitos, a Psicanálise pode ser algo ignorado e supostamente desnecessário, quando na verdade é um bem para qualquer ser humano, uma das melhores ferramentas de auto transformação. Todos podemos melhorar! E deveríamos focar nisso desde sempre, até o último suspiro.
Há quem prefira uma receita azul de uns remedinhos quaisquer, que nada fazem além de amortecer as dores não compreendidas. E há quem encare o doloroso e longo processo de enfrentar as próprias sombras.
Crescer dói, incomoda, passa pelas nossas maiores dores e no fim ainda nos faz sentir sozinhos, quando nos vemos distantes dos que antes, se pareciam conosco no entendimento da vida como um todo.
A evolução tem seu preço!
Para isso, Freud chegou a livre associação de ideias, o ato de falar sem pensar, sem medo do julgamento, numa sala com um psicanalista, apto a ouvir de forma plena e com a disposição de levar seu paciente a uma melhor compreensão de si mesmo.
Atos falhos
Atos falhos podem ser identificados pelo analista, pela associação livre de ideias, mas também por nós mesmos, no dia a dia e até mesmo de outrem.
Quer ver?
Atos falhos são episódios do dia a dia, que podem aparentar não ter significado algum, mas que na verdade, são recados da sua mente inconsciente para você.
Se você troca o nome de uma pessoa, por exemplo, pode ser que estivesse preferindo falar com esta outra pessoa, ou posicionado uma no lugar da outra. O esquecer as chaves do carro na hora de voltar para casa, pode ser o desejo de não voltar para casa. Bem como, o esquecimento de um objeto na casa de alguém represente o seu desejo inconsciente de voltar para aquele lugar ou para aquela pessoa.
Certa vez, num relacionamento, uma pessoa mandou um print para a outra com fotos um tanto suspeitas. Fato que se repetiu posteriormente em outros detalhes que pareciam atos distraídos, ou falhos, mas sempre demonstrando a possível presença de outra(a) pessoa(a) naquela relação.
Terá sido mesmo uma distração? Ou uma vontade de se abrir e finalmente poder falar abertamente sobre o medo de se relacionar ou de ser traído, que o levava a outra(s) pessoa(s)? Da sensação de não merecimento dessa relação e uma tentativa de terminar com tudo? Quantas explicações poderíamos dar sobre alguém que diz gostar de alguém, mas que em atos distraídos demonstra estar com outra pessoa?
A explicação sempre estará dentro de si, de cada um, mas é interessante compreender o quanto o nosso Inconsciente nos fala, nos manda mensagens o tempo todo, nos permitindo o autoconhecimento. O que realmente estamos sentindo e desejando no nosso sentir mais profundo, ainda que de forma inconsciente.
Quem sou eu? Por que decidi por este caminho e não pelo outro? Por que estou neste relacionamento ou estou só? Por que escolhi este trabalho? Este curso?
Se 95% das nossas decisões advêm de nosso inconsciente, nada mais sensato do que entender mais desse mestre de nós mesmos.
Não somos seres tão racionais quanto pensávamos, mas meros fantoches de tudo aquilo que desconhecemos! Até que quebremos o padrão da ignorância nos caminhos do auto se conhecer!
Além dos atos falhos e da associação livre, o inconsciente também nos presenteia com os chistes (piadas) e sonhos.
O que você acha que uma piadinha que sai de sua boca, sem pensar, quer realmente dizer para você?
Quantas vezes você sonhou com algo que lhe deixou absolutamente intrigado? Com uma sensação que carregou durante o dia todo ou até mesmo repetidamente, por anos a fio?
Acorde! É uma mensagem de você para você mesmo!
Nunca vivemos um momento da história com tanto conhecimento e terapia ao nosso dispor, como hoje. Permanecer no vazio do ego é uma escolha do deslumbre da alienação!
Não saber pode parecer mais fácil, mas lhe mantém refém de todas as decisões que mantém a sua vida no mesmo lugar.
Pense! E repense!
Quais foram os últimos atos falhos ou distrações que cometeu?
Quando foi a última vez que você esqueceu suas chaves? Ou o celular? A caminho de onde? Com quem? Quando quebrou um objeto sem querer? Derrubou algo no chão? O que isso significava realmente para você? Quando errou a última vez o nome de uma pessoa? Quem você queria chamar realmente?
Você é capaz de entender os recados que seu inconsciente manda para você?
Aproveite cada um deles.
E saboreie o poder do autoconhecimento, do se descobrir e se reinventar a partir de uma nova percepção de si mesmo!
E quando se pegar distraído, errando uma coisa qualquer, pergunte-se:
– O que isso está querendo realmente me dizer?
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2 Comments
Parabéns pelo artigo. E em poucas palavras, você me inspirou. Sucesso!
Muito obrigada, Aline. E bem vinda!