
Feliz aniversário, mãe!
11 de março de 2026“A vida é um caos aleatório, ordenada pelo tempo“,
Se a gente pudesse voltar ao passado, seria que voltaria?
E por qual motivo? A saudade da juventude, da musculatura ágil, que nos permitiria uma noite inteira pulando num show de uma de nossas bandas favoritas? Ou pela beleza jovem de uma pele firme e cheia de vida e colágeno, que só a juventude tem?
Gostaríamos de viver num mundo com menos guerras e sem tantos perigos iminentes?
Desejaríamos não ter de enfrentar o mais forte El Nino já previsto na história da humanidade? Ou uma disputa radical sem fim entre políticos de esquerda e direita? Guerras, fome e violência sem qualquer sinal de justiça? A iminência de uma terceira guerra mundial? Uma possível catástrofe e dizimação da raça humana pelo descontrole da Inteligência artificial? Bilionários cada vez mais bilionários e pobres e miseráveis cada vez mais pobres e miseráveis? A ignorância dando saltos a olhos vistos?
Quem não gostaria de rebobinar a fita para voltar a juventude e aos melhores tempos da mocidade? E ter de volta um mundo um pouco mais habitável e menos hostil?
Certamente sentimos falta da vida sem as redes sociais, dos namoros que começavam com bilhetinhos na escola e serenata na janela, uma passada de carro mil vezes no mesmo lugar, para uma esbarrada casual.
Vivemos outros tempos, Senhoras e Senhores, tão difícil e complexo que está sendo complicado até para fazer planos. Comprar uma casa e morar na praia? Não sei…, com o derretimento das regiões polares do planeta, o mar está subindo e talvez não seja muito promissor. Planejar uma viagem? Para onde? Depende, é preciso analisar se há problemas de preconceito com estrangeiros, devido a tantos refugiados e imigrantes indesejados, bem como a chance de tornados, furacões, tsunamis e terremotos com as mudanças climáticas. Ficar no Brasil, com tanta corrupção? Nem mesmo a natureza mais abundante do planeta nos salva, já que a mesma tem sido destruída e usada como moeda de troca por políticos no poder, que seguem multiplicando a corrupção no país.
Brasil, a famosa República das bananas, como é chamado na Europa.
Transição planetária? Apocalipse? O que estamos realmente vivendo? É o fim dos tempos?
Ao passo que diariamente, se ligarmos os noticiários, nos deparamos com terríveis notícias como os crimes de feminicídio, pedofilia, tráfico humano, violência, injustiças sem fim e destruições em massa, também nos damos conta de um despertar coletivo acontecendo ao mesmo tempo: a queda do patriarcado e ascensão feminina, diminuição do consumo de bebidas alcoólicas em todo mundo, por parte da geração Z que busca prazeres mais espirituais do que passageiros, um desertar de consciência de muitos, no maior momento da humanidade em termos de busca por terapias e conhecimentos que transcendem a religião e buscam a espiritualidade, além da hipocrisia e do que os outros vão pensar.
O mundo parece estar dividido em dois, três ou quatro, e convivendo ao mesmo tempo, no mesmo lugar. Onde iremos parar? Vamos sobreviver? E a qual custo?
Não bastasse a eterna insatisfação humana, da eterna angústia, do plano individual, vivemos um caos global, que nos faz desejar a alienação e fuga para o passado ou um pequeno sítio qualquer, em um lugar bem, bem distante.
Então como seguir?
Está difícil saber em que direção seguir e muito menos fingir que não estamos vendo tudo ao nosso redor. A tentação de ignorar os acontecimentos não nos torna imune a eles e muito menos inocentes, somos parte desse todo. Querendo ou não, nossas ações influenciam o restante do mundo e vice-versa. Efeito borboleta. E para este imenso cheio de desafios, precisamos atravessar com fé.
Fé de que há uma força maior nos regendo e que um dia nos dirá o sentido de tudo isso, para o todo e para cada um.
Até lá, nos conscientizemos: a mudança começa dentro de cada um, não no ego e na velha ideia de que se ser importante é o objetivo da vida, mas na humanização e de que o próximo deve fazer parte de nossos objetivos. Assim como o planeta em que vivemos e que pede socorro já há muito tempo. É possível agir de forma local, em nosso entorno, com ações éticas e valores morais. De verdade e de coração.
Sobreviver ao caos de um mundo em ebulição só acontece através de consciência e atitude. Com construção e aprimoramento de valores sobre si mesmo. E não apontando para o outro.
São outros tempos Senhoras e Senhores!
É tempo de transição!
Despertar de consciência!
Individual e depois coletiva!
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