
Atos falhos são distrações? Saiba o que diz a Psicanálise!
11 de março de 2025
“Uma pessoa não consegue esquecer o que ela não pode lembrar”, Sigmund Freud.
29 de maio de 2025
“O medo de sofrer atrai a dor. A autopiedade multiplica-a. O choramingá-la prolonga-a”, Hermógenes.
A comiseração é o sentimento de piedade pela infelicidade de outrem; compaixão, miseração. Desta forma, autocomiseração representa a vitimização, o comportamento que nos torna estagnados em todas as áreas da vida.
A vitimização é um vício, uma autodefesa, que funciona muitas vezes, dentro da nossa imaturidade e é aceita pela inocência de quem a acolhe.
O se fazer de vítima pode começar na infância, um choramingo aqui, outro ali, que na maioria das vezes, faz com que nossos pais abracem nossas indevidas manhãs. Só que com o passar dos anos, na escola, no trabalho, nos relacionamentos e na vida como um todo, isso pode vir a se tornar um comportamento abusivo, narcisista e histriônico.
Se o pai da Psicanálise, Sigmund Freud, já provou sua teoria de que repetimos os padrões da infância, de tudo aquilo que vivemos dos zero anos até os sete, Melanie Klein foi ainda mais longe, quando afirmou que nossas memórias inconscientes vem desde o momento da concepção.
A infância é um chão que se pisa a vida inteira!
Fato é que este chão muitas vezes não é visto, mas somente pisado em inúmeros círculos que não se fecham e apenas se repetem. E é neste chão, que pode haver o círculo vicioso da autocomiseração.
O homem ou a mulher que sempre manipula os fatos para se sair como o coitadinho ou a coitadinha, conta histórias tristes da infância para justificar um erro e chora lágrimas de crocodilo, celebrando internamente a própria tristeza. Aquele que compete pelo maior sofrimento, a maior dor e a pior doença. Seu sofrimento é sempre maior do que o do outro.
Diferente dos atletas e pessoas bem sucedidas, que diante de um problema, nunca se perguntam:
– Por que isso foi acontecer comigo?
E afirmam:
– Eu não merecia isso.
Mas se perguntam:
– Como eu posso resolver isso? O que essa experiência vem me ensinar?
Apesar de ser algo relativamente simples, boa parte da sociedade passa a vida neste círculo vicioso e não percebe o quanto fica estagnada numa zona de conforto de pena, tirando proveito dos inocentes que se compadecem e sem querer se tornam cúmplices do vitimismo alheio.
A vida precisa de coragem para que se expanda! Da coragem do olhar-se para dentro e romper com algo que já pode ter se tornado intrínseco a quem se é.
Mas quem disse que a gente não pode melhorar?
Posso ter sido a vida inteira uma pessoa rude e escolher mudar. Assim como posso ter sido inocente demais e me tornar mais esperta para este mundo cão. Nada precisa ser permanente. Sair do vitimismo para a autorresponsabilidade é uma escolha, uma boa escolha!
Vida é movimento, mudança, transformação. É assim que se cresce.
O atleta perde uma competição hoje, saindo humilhado de um ringue ou de uma quadra, mas volta no dia seguinte para lutar. E no próximo dia também. Nenhum esportista profissional sofre de vitimização, assim como os grandes homens e mulheres que se sobressaem na vida.
Quando uma pessoa acredita que é vítima, torna-se a maior vilã de si mesma, assina o contrato indefinido de jamais sair do lugar. Tira vantagens. E não aprende a buscar por si mesma a força da autorresponsabilidade e toda lição que as superações representam em nosso melhores valores.
Caiu? Levanta! Não busque um culpado ao seu redor, se erga e aprenda com a queda!
Errou? Continue insistindo no acerto! Não perca tempo buscando um responsável.
Quer mais dinheiro e sucesso? Trabalhe, busque, siga em frente!
Quer um amor? Aprenda a amar!
Tudo começa e termina em nós mesmos!
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