Home Opinião Netflix Netflix – A outra

Poucos filmes históricos surpreendem tanto quanto este. A história da vida de Ana Bolena deixa qualquer pessoa intrigada, do início ao fim. O nível de ganância de algumas pessoas e às vezes de toda uma família, faz com que a mesma se submeta a atos impensáveis e inaceitáveis.

“A outra” mostra uma história real de amor, traição, ganância, sedução e poder, que atende todos os níveis de criatividade de qualquer escritor. Mas o melhor é saber que tudo aconteceu de verdade. Não é parte do imaginário de alguém, mas de pessoas que verdadeiramente existiram e viveram essa história, com toda sua glória e dor.

O belo rei da Inglaterra, Henrique VXIII, não conseguia ter filhos e sua primeira rainha deixou de menstruar. Quando uma pessoa da corte soube desta informação, tratou de usar a mesma, para tentar tirar vantagens do rei, aproximando uma mulher de sua família, do monarca.

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Numa época, em que a virgindade e a reputação de uma mulher eram essenciais para sua sobrevivência, o que dizer de um pai, que manda sua filha se oferecer ao rei como uma mera diversão? E quando existe uma outra filha, que apesar de casada, o rei considera mais bonita?

Os atos da família Bolena não impressionam apenas pela ganância e ambição do patriarca, mas ainda mais pela competição que se instaura da parte de uma das irmãs em relação à outra, fazendo com que o rei tivesse a oportunidade de usar as duas.

Maria Bolena engravida do rei e tem uma filha, que é rejeitada, já que na data de seu nascimento, o pai já se encontrava com a tia, Ana Bolena, que o dominava como ninguém jamais o fez.

Ana Bolena não era apenas apaixonada pelo rei, era obcecada e capaz de qualquer coisa para se tornar a única em sua vida, até mesmo convencê-lo a fundar uma nova religião, para que pudesse se casar com ela e torná-la a nova rainha da Inglaterra.

Não sendo o bastante, Ana Bolena fixa-se na ideia de dar um filho homem para o rei, objetivo principal dos monarcas para manterem o poder. Quanto mais filhos, mais seguro o poder se torna, ainda mais se forem homens.

Para um rei que sempre buscou ter filhos homens, depois de ter seis rainhas, em toda a sua vida, é no mínimo estarrecedor, se dar conta de que aquela filha bastarda, ignorada ao nascer pelo rei, filha da Maria Bolena se tornou ninguém mais, ninguém menos que a Rainha Elizabeth, soberana que reinou durante 45 anos, se tornado conhecida por sua força e frieza.

O filho homem e legítimo, tão almejado pelo rei Henrique XVIII, era mulher, bastarda e se tornou uma das maiores rainhas da história. Amada por uns, odiada por outros, mas em unanimidade, tinha a força igual ou superior a de qualquer homem.

Coincidência ou não, a rainha nunca quis se casar, quisera reinar e viver sozinha, sem correr o risco de que nenhum homem ousasse dar a ela uma ordem, ou pior, um homem que quisesse uma parte de seu poder.

 

 

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