
Sobre anjos!
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A história de um retiro literário Parte III
19 de novembro de 2020
Eu estava fazendo café, quando a voz da Tati ecoou em minha cabeça. Foi como ouvir seus risos e eu ri junto com ela.
Lembrei da sua cozinha dentro da empresa onde trabalhava, o refúgio dos meus momentos ruins. Dava minhas escapadas para um café e um pãozinho com manteiga. Mas de verdade, não era o café que importava. Nem o pão, mas seus risos. Sua energia, as palavras prontas sempre positivas. O otimismo certo, não importasse a situação que fosse.
É, minha querida Tati…, me lembro do dia em que abracei você no caminho do estacionamento e chorei feito criança. Você me chamou de filha e apenas ficou ali, na posição de acolhimento.
Você é doce lembrança, minha amiga. Lembrança que se faz presente quando falta o abraço ou falta o riso. É um botão interno que me permite reviver alguns momentos inesquecíveis.
Tem pessoas, lugares e instantes que são apenas mais um, até ficam na nossa história, mas a gente não os vive por dentro. E você é a mãezona que ainda se faz presente depois de tantos anos. Na saudade, na necessidade da força, de uma palavra amiga. E acredite, mesmo de longe e sem você saber, suas palavras e carinho chegam.
Você teve grandes perdas este ano e eu senti tanto por você. Acho que fui capaz de imaginar a profundidade de sua dor. Mas também me lembrei do tamanho de sua força. Mesmo distante, enviei palavras de carinho, abraços e a vontade de simplesmente me sentar ao seu lado, em silêncio, para que não se sentisse só. Eu me coloquei ao seu lado em pensamento.
A vida tem seus momentos, não é mesmo? Altos e baixos, dias bons e ruins. Dores e alegrias. Tivemos a oportunidade de dividir essas duas coisas tantas vezes. E na companhia de pessoas especiais. Bons tempos. Tempos que não voltam, mas que nos fortalecem, quando pensamos neles, pelo simples fato de terem existido.
Passa-se uma vida e os bons momentos nos mantém vivos.
Hoje eu pensei em você…, uma dorzinha incomodando, sabe? Senti vontade de estar ao seu lado, ouvir sua voz, seus risos, suas palavras. Lembrar e rir fatidicamente do Seu Wolfgang e de tanta coisa boa. que a gente nem sabia que ficaria para sempre.
Você teve seus dias ruins este ano, minha querida amiga, eu sei. Todos temos. E só espero que assim como agora eu posso pensar em você e encontrar seus risos, que assim você também encontre os meus.
Na alegria de que os nossos nunca se vão de verdade. É só uma questão de tempo e espaço. Logo passa. E a gente fica junto novamente!
Se você estivesse aqui, imediatamente imitaria o alemão… Annaaaa Carrrolinaaaa.
Eu ri. E tomei meu café pensando em você!
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