
Reinvente-se!
3 de novembro de 2015
Comunicação incongruente: o falar que não funciona!
3 de novembro de 2015Há muito tempo sou adepta dos anos contados em histórias. Ninguém conta a vida de verdade em anos. Não são, por exemplo, trinta escolas, trinta casamentos, trinta amigos e trinta tristezas. Até podem ser trinta anos, mas não são os anos que nos trazem significados. E sim as dores, as marcas que a vida deixa e nos faz contar e recontar o que aprendemos com elas.
Já faz tempo eu percebi que de fato, o que marca a nossa vida são as dores. O antes e o depois de um casamento. O antes e o depois de uma doença. O antes e o depois de um grande amor ou uma perda. As tristezas nos marcam como ferro, em feridas que ninguém vê. Em dores que ninguém mais sente.
Porém, a vida também nos marca com momentos suaves e que também registram o passar dos anos. Na verdade, acho que na maioria das vezes, nem sabemos em que ano estamos. Apenas lembramos: “quando eu tive aquela amiga, eu ria com a alma”. “Depois que tal pessoa passou pela minha vida, eu nunca mais fui a mesma”. Ou ainda: “depois de um determinado trabalho, aprendi tanto que passei a ser dona de mim”.
Felizmente a vida não nos marca só com frustrações. Mas também nos marca com amores, amizades e aprendizados que levamos uma vida inteira. O jeito que alguém nos ensinou a gargalhar em voz alta. O desejo que alguém um dia nos teve, nos ensinando a não aceitar nada em temperatura amena. A amizade firme e sincera que nos mostra quem somos de verdade: seres prontos a serem amados assim, exatamente como somos, sem nada para tirar, nem por.
Na minha vida há muitos antes e depois. O antes e depois de ser mãe. O antes e depois de ir para a faculdade de jornalismo, que me marcou mais do que a própria universidade na qual me formei. O antes e depois das grandes paixões.
Em meu caminho há muitas marcas: marcas na minha alma, marcas em meu rosto, em meu corpo e em minhas memórias. Em formas de dores que ninguém vê. Mas também em centenas de risos que só eu escuto. E em gestos que só eu sinto.
Hoje nem sei dizer quantos significativos antes e depois existem em minha vida. Certamente muito mais do que os anos que possuo. E espero, muito menos do que ainda hei de ter. E além de tantos antes e depois, também há os que nunca se contam, tamanha a dor que eles representam.
Mas entre tantos antes e depois, sempre há um melhor e um pior de mim. Um que fica para trás e outro que vive no presente.
E sentimento bom mesmo é saber, que lá na frente é sempre melhor.
Depois dos “depois” é sempre algo melhor do que os “antes”.
E assim seguimos adiante!
Leia também:
Muito se fala hoje em dia sobre gentileza, cultivo de pensamentos positivos e o constante sorrir. Creio ser positiva uma era, em que a maioria das mensagens, através de redes sociais, seja algo do tipo. Porém, observando o mundo como este realmente está, percebo facilmente os valores acima de forma seletiva. Há quem sorria o dia inteiro e fale gentilmente, quando está num círculo pré-determinado, no meio dos “seus”. Ao mesmo tempo em que ser gentil, e…
Fuja de pessoas que julgam! Finja que não viu, atravesse a rua e se faça de morto, mas não siga sua vida ao lado de alguém que se sente apto a julgar você, em qualquer área da sua vida. Contorne esse tipo pessoa, assim como um rio contorna uma pedra ou outro obstáculo qualquer. É muito pesado ter ao nosso lado, alguém que se coloca nesta posição, porque a vida já nos obriga a viver constantemente com dedos apontados em…
Depois de séculos, mulheres, que arduamente sonharam se tornar princesas, recebendo em troca atitudes como: ficarem sozinhas em casa, serem abandonadas com filhos, traídas, abusadas, chamadas de loucas e tudo mais, finalmente perceberam, que não precisavam de príncipes para serem felizes. Aliás, me parece que a maioria dos supostos príncipes estavam mais para vilões, do que verdadeiramente para os mocinhos das histórias dos contos de fadas. O contrário: eram justamente os príncipes, as causas de muitas infelicidades! Na vida real,…
A vida é realmente incrível! Sempre me senti uma estranha no ninho. À frente de meu tempo. Desde cedo, me acostumei aos conselhos do tipo: não seja assim, não fale isso, não sonhe tanto, não escreva desse jeito, blá blá blá. E isso acabou me intensificando, pois tive que lutar duramente comigo mesma e com o mundo que me rodeava, para acreditar naquilo que era. Demorou. E foi sofrido. Mas chegou um tempo em que realmente entendi quem…
Há uns dias, resolvi expressar a minha opinião, de que casais não deveriam dividir as compras de supermercado, o que eu acho chato. Acredito que casais deveriam, de verdade, dividir as tarefas chatas (e não fazer juntos), para terem mais tempo de compartilhar as tarefas gostosas e cada vez mais raras do dia-a-dia. Porém minha matéria mexeu em algo bem mais profundo do que os próprios relacionamentos amorosos. Minha opinião foi de encontro com algo enraizado na cultura brasileira: a…









