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Nascer e crescer sendo diferente, costuma ser algo que não se percebe de imediato. Eu demorei quase quatro décadas, para descobrir que sou considerada uma pessoa TDHA, aquelas que possuem déficit de atenção, muito falado a respeito de crianças nos dias de hoje. Poucos se aprofundam no assunto, acreditando se tratar de apenas mais um rótulo. E assim também foi a minha primeira reação, quando um médico me afirmou categoricamente que eu tinha esta característica.

Após a leitura de um livro esclarecedor sobre o tema, “Mentes Inquietas” de Ana Beatriz Barbosa Silva, ficou claro que eu era mesmo um caso de TDHA, o que não significa simplesmente alguém desatento e distraído, como se faz imaginar o nome utilizado.

Somos cerca de 2% a 4% da população adulta mundial. E 5% a 7% das crianças no mundo carregam essa característica.

Pessoas com déficit de atenção tem características fortes e visíveis desde a infância, porém, um pouco diferentes entre meninos e meninas. Na adolescência, essas características também podem se alterar ou se intensificar. E na vida adulta, elas definitivamente se transformam. Devido às diferenças em relação à maioria das pessoas e à uma sociedade despreparada para o assunto, os então rotulados “diferentes”, “distraídos” ou ainda “intensos” e “irrequietos” podem ter uma autoestima baixa, pelo modo em que foram tratados a maior parte de sua vida. (Ou não).

Pessoas com TDHA tem como característica básica um cérebro mais acelerado que os demais, são pessoas que pensam demais e tanto, que possuem dificuldade para manter o foco em uma coisa só. Por isso, quando pequenos, dão trabalho na escola. Eles não possuem dificuldade de aprendizado, mas de ficar sentado em uma cadeira fazendo uma única atividade. TDHA é por natureza um pensador multifuncional.

Para quem não sabe, os grandes gênios da história foram considerados TDHA pelas características que possuíram durantes suas vidas: Bethoven, Leonardo da Vinci, Walt Disney, Albert Einstein, Galileu, Van Gogh, Steven Spielberg, dentre outros.

Antes de qualquer medicação desnecessária, é preciso que os pais se tornem informados sobre o assunto, para ajudarem seus filhos em potencial a se desenvolverem, sem serem julgados e reprimidos injustamente. Nossa sociedade se encontra despreparada para lidar com o assunto, já que desconhece e ignora o mesmo.

As escolas têm que se adaptar. Ou que novas escolas sejam criadas. O mundo corporativo precisa aprender a identificar seus funcionários TDHA, pois os mesmos, quando reconhecidos e potencializados, podem ficar entre seus melhores funcionários, sendo altamente criativos e donos de percepções diferenciadas.

Um TDHA é uma pessoa que quando foca em algo, se esquece do mundo à sua volta. Se o famoso distraído se interessa por um determinado assunto, seja ele o que for, nada lhe tirará a atenção.

O TDHA pode ser ao mesmo tempo distraído, ter um hiper foco ou os dois ao mesmo tempo. Tendendo na vida adulta a condicionar o seu foco e usar o poder que isso lhe proporciona, maior do que as pessoas consideradas normais.

Como uma nata TDHA, afirmo que se para as pessoas normais é difícil cuidar de um TDHA na infância ou na adolescência, para um TDHA é difícil lidar com os normais desde sempre. O TDHA é incompreendido, tido como um ansioso pelos mais incompreensivos, quando na verdade somos rápidos, intensos e altamente comprometidos. A percepção e criatividade de um TDHA na maioria das vezes nem são compreendidos pela maioria.

Para quem já está grandinho e se identificou com o assunto, sugiro ler sobre o tema. Ao invés de sofrer pelas repressões alheias, identifique e desenvolva sua intensidade única!

Um TDHA é um potencial por natureza!

 

 

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